Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

FaiL MoMent

4 mega testes de VT rolando na cidade; uma chuva descomunal. Você em um job fazendo assistência de direção no teste de vt que tem o menor cachê das modelos. E sem um fotográfo para iluminar direito, apenas um case com as luzes para você mesmo montar e um pano preto extremamente sujo. Será fail???? Hum.....

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

VolTanDo aos ClásSicos



Sexta-feira, Novembro 20, 2009

La PaloMa

Hoje depois do temporal que veio lavar a alma, encontrei em um canteiro perto de uma esquina, uma pomba; que tadinha, toda estropiada se arrastava com uma de suas patas machucadass e suas penas já desgrenhadas com machucados.

Ela estava mal. Se encolheu perto do tronco da árvore naquela terra úmida. Sua respiração era ofegante, percebia nitidamente seu corpo se estufando e se contraindo de volta. Ela estava olhando para os lados. Não sabia se ela estava serena, ou apenas sem forças.

Já era claro seu destino. Sem condições de voar ou se alimentar, ela estava ali...havia desistido? Não tinha mais forças para continuar, ou apenas não queria mais nada. Existe algo igualmente selvagem e poético na morte, sem sentido, brutal, desnecessária, porém sublime e magistral. Não podia deixá-la ali, porém não havia o que fazer. Fiquei ali por respeito. Não acho que ninguém deva passar pela morte sozinho. É um processo muito doloroso e insensível. Devemos ter a ilusão de estarmos confortáveis.

Ela então encolheu sua cabecinha em seu peito, sua respiração foi diminuindo, até que não havia mais nada. Um carro passou em alta velocidade e a água que veio da poça fez seu frágil corpo virar. Não havia mais vida nele. Ela não existia mais e tudo pela qual ela viveu, já não significava mais nada.

A pior verdade do destino é sua imensa crueldade em eliminar tudo o que já existiu e não deixar traços, nada para dizer que é eterno. Apenas um grão...jogado ao vento, uma memória, fria e distante. Não quero aceitar...mas você, como essa pomba, também já morreu.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Salvador Dali & Walt Diney

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

ApAgÃo

Sem luz na cidade, sem sinal no celular, sou forçado a me deitar na cama aparado apenas pela fraca luz da vela apoiada fragilmente sobre um pires velho. E nesse escuro a única coisa que podemos fazer é olhar dentro de nossa mente.
Hoje não era o dia para ficar sozinho com meus pensamentos. Hoje era o dia para esquecer. Me utilizar de todos os artefatos possíveis para não deixar minha imaginação e a minha percepção dos fatos tomarem conta.
Hoje eu estou sozinho. Ontem eu não estava. Fico pensando nas pessoas nesse momento. Em quem deve ter se deitado na cama e ficado abraçado com seu parceiro. Ou no casal que estava no calor da discussão, ou no calor do sexo. Na mulher que estava procurando algo e não achou. Nos amigos que devem estar juntos rindo da situação. No senhor que está reavaliando sua vida. E eu não podia estar sozinho essa noite. Você disse que ia me ligar essa noite, será que não ligou ou seu celular também ficou sem sinal? Também, não importa mais.
Eu tenho que conseguir ficar sozinho. Esse é o melhor para mim. Não quero estar sozinho. O ser humano não é uma ilha. Como ter uma resposta de quem somos se não há uma resposta, se fizermos algo apenas para o ar. Será? Ou será essa apenas uma insegurança idiota criada por traumas de infância. Bom não importa. Uns amigos perdidos me ligaram e vamos adentrar a noite escura à procura doe squecimento...

querer agradar ao outro e não a mim.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Séries que estou acompanhando agora.






Quarta-feira, Outubro 14, 2009

DiVuLGaNdo


Segue abaixo uma notícia que saiu na Agência Fiocruz sobre a dissertação de um amigo: Gabriel Vitiello, que escreveu sobre a homossexualidade e a Aids no Brasil.

Dissertação aborda a luta dos homossexuais contra a Aids
Renata Moehlecke

Analisar o papel dos homossexuais na luta contra a Aids do início da epidemia no Brasil até 1992: esse é o principal objetivo da dissertação defendida no Programa de Pós-Gradução em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) pelo historiador Gabriel Vitiello. O estudante verificou, a partir da avaliação de matérias publicadas no jornal Lampião da Esquina, editado por gays, como se deu a formação de uma identidade homossexual no Brasil e de que maneira o advento da Aids no país contribuiu para que eles criassem organizações para enfrentar o estigma produzido neles pela doença. 80

“No final da década de 1970, os homossexuais brasileiros começam a ser influenciados pelos ideais do movimento gay americano, que impulsionaram, por exemplo, a constituição do jornal em questão, e estimularam a formação de diversos grupos e interações que originaram uma identidade gay brasileira”, afirma o pesquisador em seu trabalho. Vitiello acrescenta que, em meio a essa formação identitária, na década de 1980, a Aids chega ao Brasil como uma doença gay, ideia construída a partir do conhecimento médico-científico e divulgada pelas reportagens da imprensa escrita no período.

“A primeira matéria encontrada sobre a Aids no Brasil foi noticiada no dia 3 de setembro de 1981, com o título Câncer em homossexuais é pesquisado nos EUA, no Jornal do Brasil”, comenta o historiador. Ele explica que a enfermidade passa a existir e a ser estudada pela comunidade científica quando ela atingia os homossexuais masculinos, constituindo-se rapidamente uma relação que passa a ser abordada de forma sensacionalista na maioria das matérias de jornais do Brasil e do mundo. “A Aids surge como uma doença que se restringia a um determinado grupo de risco, ou seja, os gays, que foram responsabilizados pela disseminação dessa enfermidade”.

Vitiello aponta que os primeiros grupos de combate à Aids tiveram a participação de muitos gays que procuravam não só informações sobre a doença e, principalmente, suas formas de transmissão como também discutir medidas para enfrentar o preconceito em relação aos doentes e abrir caminho para as questões relacionadas à homossexualidade. “Tais atitudes levaram a sociedade brasileira a um salto significativo nas discussões e debates sobre assuntos ligados à sexualidade na década de 1980”, diz o pesquisador. “Se antes o tema sobre relacionamento sexual era um grande tabu, com o debate sobre a Aids as discussões sobre prevenção sexual passaram a ser tratadas não só nas escolas como também em comerciais de televisão e no ambiente familiar”.

Segundo o historiador, um dos mecanismos de enfrentamento utilizados pelos gays para combater o preconceito que se instaurou na sociedade e para busca por uma melhor política de saúde no tratamento dos soropositivos foi a criação de boletins divulgados por ONGs como a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) e o Grupo Pela Valorização Integração e Dignidade do Doente de Aids (Grupo pela Vidda). “Essas organizações civis criaram espaços de apoio e pressionaram o governo federal por medidas que pudessem controlar a epidemia que estava vitimando milhares de pessoas no Brasil”, destaca Vitiello.

“Foi graças a essas organizações, muitas compostas por grupos ligados a questões da homossexualidade, que o governo brasileiro passou a reconhecer a Aids como uma importante questão de saúde pública, formando o Programa Nacional de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids (PNDST/Aids), a dialogar com as ONGs e a elaborar campanhas de prevenção mais solidárias ao soropositivo e que focassem mais na prevenção da doença no país”.

Publicado em 2/10/2009.

http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2888&sid=9